Fazenda Santa Bárbara.
Criação e comercialização de novilhas da raça nelore.
Rebanho desenvolvido através da mais moderna tecnologia rural em excelentes pastagens.
Raça:
Nelore, pertencente ao grupo dos Zebuínos, espécie Bos indicus.
Histórico da Raça:
A história da raça Ongole ou Nelore, como é conhecida no Brasil, começa mil anos antes da era cristã, quando os arianos levaram os animais para o continente indiano.
Nelore é o nome de um distrito da antiga Província de Madras, Estado de Andra, situada na costa oriental da Índia, onde foram embarcados os primeiros animais para o Brasil.
Os indianos consideram o bovino um animal sagrado. Por isso, a maior parte da população é vegetariana e tem o leite como a única fonte de proteína animal para a dieta. A exploração dos animais é concentrada na produção de leite e no transporte.
O rebanho indiano é constituído, na sua grande maioria, de animais mestiços, de tipos variáveis, em razão da falta de divisões de pastos e das grandes distâncias que são obrigados
a percorrer em busca de alimentos durante certas épocas de escassez.
Alguns poucos núcleos de animais foram selecionados pelos criadores locais e constituíam tipos ou raças com características próximas dos troncos fixos existentes.
Os troncos conhecidos e considerados puros que deram supostamente origem ao zebu brasileiro são:
- Gado branco do Norte ou Brahmane.
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- O tipo Misore do Sul Hallikar, Kangayam, Khillari, Nimari.
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- Gado Gir, das regiões de Kathiawar.
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- Gado pardo ou vermelho Sahiwal, Sindhi.
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- Gado cinza de Madras:
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- - Norte ou escuro: Hissarr, Kankrej, Malvi, Tharparkar.
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- - Sul ou claro: Bhagnari, Hariana, Krishna, Nagori, Ongole.
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- - Gado de Dhanni do Punjab.
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Histórico da Raça no Brasil:
O primeiro registro de entrada do Nelore no Brasil aconteceu em 1868, com a chegada de um casal de animais em Salvador na Bahia. Passados dez anos, o suíço Manoel Ubelhal Lemgruber, criador do Rio de Janeiro, depois de conhecer o Nelore no Jardim
Zoológico de Hamburgo, na Alemanha, encomendou um casal.
Até 1883 Lemgruber fez mais duas importações, dando início a uma linhagem bastante conhecida.
Em 1907, Joaquim Carlos Travassos, engajado na introdução dos zebuínos no Brasil, fez uma previsão histórica, ao observar a chegada de um lote de animais da Índia:
"O importador conseguiu, desta vez, adquirir também alguns reprodutores da notável raça Nelore ou Ongole, que mais tarde, quando tivermos uma seleção inteligente, desenvolvidas todas suas boas qualidades, poderá ser considerada a melhor raça para os países tropicais".
A raça Nelore se expandiu lentamente, primeiro no Rio de Janeiro e na Bahia, depois em Minas Gerais e por último em São Paulo. Em 1938, com a criação do Registro Genealógico, começaram a ser definidas as características raciais do Nelore.
Santiago (1970) reporta que o total de zebuínos importados até o ano de 1970 foi de 6.262 animais. Neste período, a importação de taurinos foi estimada em 800 mil cabeças. Atualmente, o rebanho bovino brasileiro possui 170 milhões de cabeças. Destas, 90 milhões são da raça Nelore, o que a torna o alicerce da cadeia produtiva pecuária.
Aptidão:
A Nelore foi melhorada geneticamente no Brasil e está voltada para a produção de carne, embora na sua origem tenha sido utilizada para exploração leiteira.
Principais Linhagens:
As linhagens dentro da raça Nelore podem ser divididas em importada e nacional.
A linhagem importada é constituída por animais (denominados genearcas) trazidos para o Brasil na década de 60. Destacaram-se pelas características fenotípicas e muito contribuíram para a caracterização e conformação do rebanho nacional. As principais linhagens importadas:
- Linhagem Karvardi, de maior destaque.
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- Linhagem Taj Mahal.
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- Linhagem Golias.o Linhagem Godhavari.
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- Linhagem Rastan.o Linhagem Akasamu e Padhu.
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